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domingo, abril 26, 2020

Prémios Bandas Desenhadas 2019





Conversas com os Putos e com os Professores Deles foi contemplado com dois Prémios Bandas Desenhadas 2019

Melhor Publicação de Humor
e
Melhor Publicação Nacional com Distribuição Alternativa


Ali ---> bandasdesenhadas.com

segunda-feira, novembro 18, 2019

Conversas com os Putos e com os Professores Deles por Ricardo António Alves, no Jornal i

Conversas com os Putos e com os Professores Deles 
por Ricardo António Alves, no Jornal i


 

Um cínico diria que o magistério seria uma profissão extraordinária, não fora a existência dos alunos. Discorda-se do cínico: o problema não está nos discentes, mas na circunstância de alguns trazerem como bónus alguns pais muito pouco recomendáveis à saúde.
Também há os simulacros de professores, cuja verdadeira missão é a de ganhar o ordenado enquanto sonham com uma reforma por invalidez. No princípio de tudo, porém, estão burocratas do ministério, entretidos com as suas carreiras e progressões nas ditas, trabalhando para as estatísticas que lhes são impostas pelos políticos de turno. Destes, uns são comissários do partido e, outros, tipos bem-intencionados, com ideias completamente diferentes dos antecessores no cargo, que as porão em prática até chegar quem lhes suceda. Por isso, os estudantes costumam ser as primeiras vítimas deste carnaval, seguindo-se os bons professores e os pais conscientes, espécie ameaçada.
Feito o exórdio, comece-se por dizer que o professor Álvaro é um baril e, houvesse necessidade de filho nosso precisar de explicações de geometria descritiva, já saberíamos a que porta bater. Mas o professor Álvaro é também autor de BD e cartunista (além de arquiteto de formação) e teve a boa ideia de se inspirar no seu ganha-pão para aplicar o talento que lhe assiste na recriação da sua circunstância profissional – embora tal esteja longe de ser o exclusivo da matéria-prima a que recorre para o trabalho bedéfilo.
Conversas com Putos e com os Professores Deles é o terceiro livro desta série. Deixamos os docentes em paz – os muito bons dificilmente são parodiáveis, os maus são paródia triste – e vamos à maralha de 15, 16, 17 anos e às suas lindezas: do acne, terror das miúdas, à javardolice flatulenta dos rapazes; dos futebóis aos jogos e consolas (ou as gajas); da seca da matéria e da cabulice – as cenas com os alunos passam-se normalmente em contexto de explicação – a temas mais sérios de política e sociedade, sempre com o enviesamento da autossuficiência das opiniões fortes e supostamente definitivas, pois os putos é que sabem...
Álvaro (Parede, 1970) é particularmente feliz na captação das expressões que resultam de diálogos que atingem o mirabolante (por vezes nem se trata de diálogo mas de resmungos, quando não grunhidos): do surpreendido ao irritado, do facecioso ao conformado, do enfadado ao malicioso. Não se pense, porém, que o autor comete a feia ação de fazer nome e fortuna (pelo menos crítica) à custa daqueles infelizes. Não, ali há empatia e pundonor profissional, ambos especialmente necessários quando aos professores de hoje (aos bons e até aos maus) é cometida pela sociedade não apenas a importante função de ensinar, mas também, quantas vezes, a ingrata tarefa de educar, competência que mingua a muitos paizinhos, sempre prontos a exigir dos docentes o suprimento do que a eles lhes falha.




sexta-feira, outubro 18, 2019

Conversas com os Putos e com os Professores Deles

Ser professor em Portugal é mais ou menos como ser árbitro de futebol.
Um tipo anda por ali a tentar controlar vinte e tal pirralhos injustiçados enquanto é mimado por todos os lados com uma variedade de insultos que se vão ramificando pela sua árvore genealógica acima, sem ter o direito de poder passar-se da cabeça, bater em alguém ou sequer responder ao mesmo nível.
Quer-se dizer... pode responder ao mesmo nível.  E até bater em alguém. Pode...
Só que depois é brindado com um processo disciplinar assinado por alguma indignada sumidade da Educação que provavelmente passa os Domingos, rodeada de gente pouco escolarizada ou bem instalado no camarote de algum criminoso, num estádio a insultar árbitros.
   
Neste terceiro livro da série Conversas com os Putos temos acesso a algumas coisas que o stôres dizem fora das aulas.
Há de tudo. Desde burros ignorantes com as palas bem fechadas para se protegerem daquilo que não compreendem, a profissionais competentes já meio avariados da psique.
Não é à primeira vista que se distinguem uns dos outros.
O resultado do seu trabalho só é perceptível anos mais tarde. Está bem à vista na programação televisiva, nos resultados das eleições e no número de licenciados que emigram.


Autor: Álvaro
Ano: 2019
Editor: Insónia
Preto e branco. 17 x 24 cm. 80 páginas Brochado.
Preço: 11 euros

Encomendas: insonia.edicoes@gmail.com






terça-feira, outubro 16, 2018

Conversas com os Putos no Rascunhos

Conversas com os putos e com os pais deles

"Recordam-se das conversas hilariantes em Conversas com os putos? Álvaro está de volta com um segundo volume onde apresenta novas conversas, mas desta vez, também, com os pais dos putos. E se as conversas com os mais jovens (com origem real) já eram de outro mundo, as conversas com os mais adultos são ainda mais inacreditáveis. Entre as conversas encontramos de tudo – tiradas inteligentes e bem colocadas, comentários de alunos que parecem ser propositadamente idiotas (mas que percebemos que são antes comentários de pessoas sem noção do ridículo que acabaram de cometer), conversas de adolescentes de hormonas descontroladas. (...)"


Versão integral aqui:

quarta-feira, setembro 05, 2018

Conversas com os Putos e com os Pais Deles


“Não sei se ria ou se chore.”, “Aquilo é real?”, “Há por ali muito pouco de ficcional, não há?” ou “Aquilo aconteceu mesmo?” foram algumas das reacções a estes episódios de banda desenhada do primeiro volume do Conversas com os Putos que me ficaram na memória.
Um colega dos meus tempos da escola secundária, por volta da década de 80 do século passado, ao ler algumas destas tiras disse-me. “Nós na altura também éramos assim.”
Pooooois... Sim e não.
Há diferenças.
Nós quando andávamos na escola não passávamos 24 horas por dia agarrados a um ecrã portátil.
OK, está bem, ainda não existiam. Mas há mais diferenças.
Quando falhávamos alguma resposta por incapacidade de processamento ou por ignorância tínhamos vergonha. Hoje, por exemplo, não é raro depararmo-nos com miúdos do secundário que não sabem quanto é 18 a dividir por 3.  E o problema não é o não se lembrarem da papagaiada da tabuada. É pior. Não sabem como lá chegar. E a coisa não fica por aí. Nem tentam lá chegar, nem se preocupam e ainda se riem enquanto pegam no telefone esperto e fazem a conta (18 a dividir por 3, repito) na calculadora.

Nós, naquela altura, fazíamos de tudo para sair do ninho.
Hoje, muitos dos actuais adolescentes ainda nem sequer saíram do ovo.

Mas aí, a culpa não será exclusivamente deles...

quinta-feira, julho 19, 2018

Conversas com os Putos incluído no Plano Nacional de Leitura

O livro "Conversas com os Putos" foi incluído no Plano Nacional de Leitura.

"Uma compilação de supostos diálogos entre um explicador de geometria descritiva e os seus alunos, que traça um retrato ao mesmo tempo divertido e assustador da falta de cultura e desinteresse de muitos alunos.

[Resumo da responsabilidade do Plano Nacional de Leitura 2027]"


Aqui

sábado, dezembro 09, 2017

terça-feira, novembro 07, 2017

Melhor Álbum de Tiras Humorísticas - Amadora BD 2017



O Conversas com os Putos recebeu no dia 4 de Novembro o Prémio de Melhor Álbum de Tiras Humorísticas no Amadora BD 2017.

Gostaria de aproveitar para agradecer a todos os meus ex alunos pela pachorra que tiveram enquanto me iam aturando.

terça-feira, junho 20, 2017

Conversas com os Putos - Já à venda.



O que é um explicador? É alguém que tenta meter na cabeça dos alunos aquilo que não apreenderam na escola.
O que é um aluno? É alguém que passa várias horas por dia em frente de um professor, à espera do toque de saída.
O que é um professor? É alguém encarregue de manter turmas de quase trinta alunos numa sala e que ainda tem de tentar dar-lhes aulas, até ao dia em que mete baixa psiquiátrica sendo, semanas depois, substituído por alguém que até há pouco tempo ainda era aluno.
O que é este livro? É uma compilação de supostos diálogos entre um explicador de Geometria Descritiva e os seus alunos.
O propósito desta obra não é o de insultar os alunos (por muito que apeteça ao autor). Não. É o de olhar para uma geração heterogénea de miúdos que dentro de poucos anos estarão a trabalhar, nas filas do Instituto do Emprego e Formação Profissional, a votar, a ditar o que as TV transmitem e que (esta parte é importante) nos irão pagar a reforma. 


quinta-feira, setembro 01, 2016