terça-feira, outubro 31, 2017
segunda-feira, outubro 30, 2017
terça-feira, junho 20, 2017
Conversas com os Putos - Já à venda.
O que é um explicador? É alguém que tenta meter na cabeça dos alunos aquilo que não apreenderam na escola.
O que é um aluno? É alguém que passa várias horas por dia em frente de um professor, à espera do toque de saída.
O que é um professor? É alguém encarregue de manter turmas de quase trinta alunos numa sala e que ainda tem de tentar dar-lhes aulas, até ao dia em que mete baixa psiquiátrica sendo, semanas depois, substituído por alguém que até há pouco tempo ainda era aluno.
O que é este livro? É uma compilação de supostos diálogos entre um explicador de Geometria Descritiva e os seus alunos.
O que é um aluno? É alguém que passa várias horas por dia em frente de um professor, à espera do toque de saída.
O que é um professor? É alguém encarregue de manter turmas de quase trinta alunos numa sala e que ainda tem de tentar dar-lhes aulas, até ao dia em que mete baixa psiquiátrica sendo, semanas depois, substituído por alguém que até há pouco tempo ainda era aluno.
O que é este livro? É uma compilação de supostos diálogos entre um explicador de Geometria Descritiva e os seus alunos.
O propósito desta obra não é o de insultar os alunos
(por muito que apeteça ao autor). Não. É o de olhar para uma geração
heterogénea de miúdos que dentro de poucos anos estarão a trabalhar, nas
filas do Instituto do Emprego e Formação Profissional, a votar, a ditar
o que as TV transmitem e que (esta parte é importante) nos irão pagar a
reforma.
terça-feira, outubro 25, 2016
quinta-feira, setembro 01, 2016
sexta-feira, julho 15, 2016
Razões para ir ao Festival de BD de Beja: No Presépio…
"Em boa verdade, o texto que segue foi escrito para o catálogo do
Amadora BD 2015. Mas como o catálogo acabou por não aparecer, aqui fica o
destaque para uma das obras marcantes da BD humorística portuguesa, que
será motivo de exposição em Beja.
Em 2011, o tema do AmadoraBD foi o Humor. A exposição central e um
extenso dossier no catálogo do evento, ambos coordenados por Osvaldo
Macedo de Sousa, pretenderam, entre outros objetivos, celebrar o
centenário do humorismo em Portugal e o peso que ele tem na banda
desenhada nacional. Osvaldo Macedo de Sousa, mais ligado a formas de
linguagem gráfica de maior imediatismo do que a banda desenhada, como o
cartoon ou a caricatura, teve a oportunidade – que aproveitou – de fazer
a ponte entre todas estas linguagens, sendo certo que a moderna banda
desenhada descende do cartoon, e nasce do humor. De resto, o facto de
Osvaldo de Sousa ter permanecido mais ligado ao cartoon ou à caricatura,
significa que ficou mais próximo da temática do humor.Uma das ideias que Osvaldo de Sousa tem reafirmado assenta no princípio de que o humor causa medo… porque entra na alma das pessoas. É uma ideia interessante, ligada – mesmo para quem não acredite na alma (e os autores deste álbum não devem acreditar) – àquilo que nos torna humanos. O humor é, afinal, um sinal de inteligência humana.
A sátira ao presépio expõe esse medo, e desafia essa inteligência.
É com este texto que a editora Insónia apresenta o álbum No Presépio…, de José Pinto Carneiro e Álvaro, distinguido com o Prémio Nacional de Banda Desenhada para o Melhor Álbum de Tiras Humorísticas. (...)"O Presépio é tão bonito, tão inspirador. É uma representação pura da paz, do amor, dos valores fundamentais da vida em comunidade. Mas isso é porque os elementos que compõem esse presépio estão sempre calados e normalmente são de barro. Eis, na Banda Desenhada “No Presépio…”, o verdadeiro e genuíno presépio vivo. O Zé, a Maria, o Burro, a Vaca e o Menino no seu quotidiano exuberante, dramático, corriqueiro, cómico, parvo… Principalmente parvo.
Texto na íntegra aqui --- > acalopsia.com
.
domingo, junho 26, 2016
sábado, junho 25, 2016
quinta-feira, junho 23, 2016
quarta-feira, junho 22, 2016
domingo, junho 19, 2016
quinta-feira, janeiro 01, 2015
No presépio... no lerBD
"José Pinto Carneiro, que desdobra o seu labor
literário nas mais variadas formas, desde o romance policial
humorístico (é possível que tenha sido O estranho caso da boazona que me
entrou pelo escritório adentro o seu romance de maior sucesso
crítico) a guiões de séries de televisão, incorre aqui num exercício de
blasfémias a metro, não apenas sob a forma da própria premissa do
livro, mas a cada frase, evento ou citação cultural (que tem espaço para
citar desde as cargas policiais portugueses a Quentin Tarantino). O
desenho de Álvaro é apresentado na sua tipificada forma simplificada e
efectiva, e onde a organização dos ritmos é, como sempre, exímia. Se bem
que o artista prefira, a maior parte das vezes, apresentar uma
figuração sumária, o que lhe permite não apenas uma certa rapidez de
execução mas uma espécie de “suficiência” na representação desejada,
isso não significa que não haja momentos onde procura ora momentos de
maior precisão de rostos (sobretudo naqueles que citam alguém real), ora
uma capacidade vincada em mostrar as mais diversas expressões dos seus
personagens, ora ainda em criar cenas de maior pormenor, como as cenas
de grandes espaços identificáveis. É também verdade que em muitos casos o
autor utiliza aqueles recursos tipificados do estereótipo, sobretudo no
que diz respeito aos “Outros” étnicos – os Reis Magos, o próprio José
-, mas isso faz parte deste tipo de humor corrosivo que não observa
regras de decoro social ou limitações policiadas pelo “bom gosto” e o
“bom senso”."Comentário do Pedro Moura na íntegra aqui: http://lerbd.blogspot.pt/2014/12/no-presepio-jose-pinto-carneiro-e.html
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